Billie Holiday (José Muñoz, Carlos Sampayo)

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Billie Holiday (José Muñoz, Carlos Sampayo)
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Formato: 21 x 29,7 cm
Páginas: 80
Editora: Mino
Idioma: Português
País de Origem: Brasil

O ano é 1989. Três décadas após a morte da cantora Billie Holiday (1915-1959), um jornalista é contratado para escrever sobre a vida daquela que é considerada um dos maiores nomes de todos os tempos do Jazz. Sem qualquer referência sobre seu objeto de pesquisa, o repórter desvenda uma vida marcada por vários abusos e por vícios que culminaram em uma morte precoce, aos 44 anos.
Os quadrinistas argentinos José Muñoz e Carlos Sampayo apresentam nas 49 páginas em preto e branco de Billie Holiday um recorte de umas das mais aclamadas e trágicas artistas de todos os tempos. “Nossos principais objetivos e desafios eram não desrespeitar a personagem e compor uma boa narrativa gráfica”, explicou o desenhista José Muñoz em entrevista publicada no jornal espanhol El País em 2015, no aniversário de 100 anos de nascimento de Holiday.
Hoje aos 70 anos, o autor tinha 60 em 2007 quando recebeu o Grand Prix do tradicional Festival de Angoulême pelo conjunto de sua obra. Em 78 e 83, ele e Sampayo foram premiados no mesmo festival por seus trabalhos com o detetive Alack Sinner - que inclusive faz uma participação especial em Billie Holiday. A biografia da jazzista americana abriu ainda mais portas para a dupla argentina na Europa e nos Estados Unidos. A HQ chamou atenção principalmente pelo preto e branco de alto contraste de Muñoz e o roteiro noir de Sampayo. Na Itália, o álbum foi publicado na revista Corto Maltese; na França, pela editora Casterman; nos Estados Unidos, primeiramente, na RAW, editada por Art Spiegelman e Françoise Mouly, e depois pela editora Fantagraphics. Na Argentina, o quadrinho continua a ser objeto de culto. Em 2007, quando o livro ganhou uma nova edição no país natal de seus autores, foi aclamado como um exemplar legítimo dos melhores trabalhos produzidos pela dupla, classificado como uma obra à altura da importância de sua protagonista. “Além de um tributo passional dos autores para a música e a vida de uma cantora lendária, com uma multiplicidade de vozes e vários flashbacks, Billie Holiday é um sumário das obsessões temáticas e dos recursos formais de Muñoz e Sampayo”, afirmou o crítico Martín Pérez, do diário Página 12.