Por Uma Arte Revolucionária Independente (A. Breton, D. Rivera)

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Formato: 11 x 19 cm
Páginas: 68
Editora: sobinfluencia
Idioma: Português
País de Origem: Brasil

“A revolução comunista não teme a arte”, essa frase sintetiza a intenção do pequeno manifesto conhecido principalmente pela autoria de Leon Trotski, André Breton e Diego Rivera, mas que aqui trazemos a tradução de uma versão anterior elaborada por Breton e Rivera.
Influenciados pela oposição de esquerda trotskista que se insurge contra o aparelhamento da arte pelo projeto de estado stalinista, pela imposição do realismo soviético e pela perseguição às vanguardas artísticas a partir de 1934, a Oposição de Esquerda, junto de artistas de vanguarda, fundam a FIARI – Federação Internacional de Artistas Revolucionários Independentes, defendendo a liberdade de criação e o compromisso revolucionário do fazer artístico.
A proposta que se segue documentada origina a pedra mater da F.I.A.R.I., Federação Internacional da Arte Revolucionária Independente, projeto de Leon Trotski, André Breton e Diego Rivera, organização pela arte revolucionária em toda sua potência organizacional e combativa, contrária à proposta stalinista da arte alocada como “engajada" e alienada. Embora a consolidação deste projeto revolucionário tenha se delineado em momento histórico diverso do vivido atualmente, a saber, a II Guerra foi irrompida como uma torrente que lavrou o mundo, o projeto permaneceu engrenando os labores artistico-revolucionários que despontaram dali. É mais do que evidente que o momento histórico atual é um núcleo quente e lascivo de horror e memória - despejando raios de ameaça em todo futuro do que virá. Nenhuma promessa nazi-fascista se adormece no solo do brasil e está retumbando tão longamente que suas ofensas brutas tremem estas palavras. Com esta re-publicação de ideias que observamos como absolutamente necessárias para confrontar os tempos que estão e que virão, pretendemos ascender da dureza incendiária e revoltosa dos instrumentos de luta a viabilização ou visualização da necessidade de articularmos com esta proposta de insurgência. Esta publicação é um convite à influência, ao bombardeio dos canais subterrâneos que impedem a revolução de transitar - gostaríamos de aquecer as juntas de nossos povos e trabalhar na arte revolucionária como um cometa quente rasgando o céu da história (LÖWY, 2018).